O Incrivel mundo de Gumball

Um mundo de dor

 

Em muitos aspectos, Gumball é o mais viajento dos desenhos do Cartoon Network nessa fornada e foi produzido pelos estúdio do Cartoon na Europa.

 

A animação e os personagens tem que ser mencionado juntos. Cada personagem, a maioria deles pelo menos é animada de uma forma. Então temos CGs, animação tradicional, stop motion e uma cabeça humana filmada de cabeça pra baixo.  Há uma explicação para isso. A maior parte deles são personagens que o diretor/criador, Ben Bocquelet, aproveitou de conceitos rejeitados em comerciais e tals. E todos os cenários são locais reais, filmados. Praticamente todos os episódios são nomeados como “ A alguma coisa” ou “O negócio”.

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Os personagens principais são os membros  da família Waterson. Eles são gatos e coelhos. O filho mais velho Gumball é um gato, azul como sua mãe, Nicole. A caçula, Anais (lê-se AnaIIs, com ênfase no is) é uma coelha rosa, assim como o pai, Ricardo. Completando a família há o irmão adotivo, Darwin. Ele era o peixe dourado de estimação da família, que um dia cresceu e desenvolveu pernas. O resto do desenho faz tanto sentido quanto isso.

A personalidade deles é um tanto quanto instável digamos. Eles tem características marcantes mas algumas atitudes e decisões podem variar de acordo com a necessidade cômica do episodio.

A maioria dos episódios gira ao redor de Gumball e Darwin, outros mais nos outros membros da família mas alguns podem sair muito longe dessa formula, inclusive como no episódio “O Mundo” focado no cotidiano dos objetos. Que são vivos também. Tudo parece ter vida.

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Há um bom motivo para ter dito que o desenho é “um mundo de dor”. Os diálogos são bem escritos, isso é fato, mas o forte além das situações absurdas é o humor físico, com níveis de violência dignas dos áureos tempos de Looney Tunes. A imensa quantidade de humilhação que alguns personagens passam com frequência também poderia ser incluída na categoria dor . Gumball faz você lembrar o que alguém já disse sobre humor: “humor é ver alguém se fudendo.”

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Fora a imensa capacidade de deixar passar pelos censores um monte de absurdos para um desenho “infantil” (originalmente foi bolado para o Adult Swin, a faixa de desenhos adultos do Cartoon americano).

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Há uma passagem onde Gumball, por algum motivo esvazia seu amigo Alan, que é um balão verde com um rosto bem simples desenhado. Os dois estão no banheiro da escola. Alan pede que Gumball o encha novamente. Gumball fica receoso por colocar a boca na abertura de ar de Alan. A cena seguinte é Gumball com uma expressão de nojo e Alan muito feliz. Para os que não sacaram, fica implícito que Gumball pagou um boquete para Alan, a despeito dele ser um balão.

Ou quando Gumball e Darwin arranjam um trabalho como entregadores de pizza. Um dos endereços é um casal de pizzas antropomórficas. O casal trata a entrega como uma visita da cegonha. Ou seja eles literalmente encomendaram um filho. O problema é quando Darwin DERRUBA a pizza. Que escorre no chão. Todos ficam chocados. De novo para quem não entendeu, eles fizeram uma piada sobre BEBÊ MORTO.

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E por aí segue. Esse tipo de piada é raro, mas menos raro do que se esperaria.

No geral, O Incrivel Mundo de Gumball se destaca na programação, sendo tão popular em alguns países que o Cartoon local dedica um dia todo ao desenho. O Cartoon Network gerou muitos desenhos com forte apelo nonsense e Gumball fica entre os melhores.

Zweist
30/09/2014